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Naquele dia, acordei, dei um beijo na minha esposa e em nossas filhas enquanto ainda dormiam, subi na moto e segui para o trabalho.

“Foi à última vez que pude fazer isto até viver a maior de todas as minhas experiências!”

Na metade do caminho, repentinamente, um caminhão cruza a rodovia chocando-se com minha motocicleta e me lançando a 30 metros de distância. Debatendo-me com a moto no asfalto, caí numa ribanceira do outro lado da rodovia, numa ribanceira a seis metros de altura. O motorista do caminhão seguiu sem prestar-me socorro!

Quando parei lá em baixo, instantes depois, tive o que chamam de EQM – experiência quase morte. O filme de uma retrospectiva passou em minha mente.

Mesmo sendo dado como morto na cena do acidente e, aparentemente, não houvesse mais o que ser feito, o SAMU efetua o resgate.

“Ele já era, já está morto. É mais uma vítima deste asfalto!” Diziam os populares.

Ao receber a notícia em casa, Carmen, minha esposa, arruma uma pequena bolsa com auxílio de nossas filhas e vai para o hospital, pensando ser algo menos grave. E que me traria pra casa no mesmo dia.

Assim cheguei ao hospital: em ânsia de morte, sem respiração, sem batimento cardíaco, com choque hemorrágico, poli traumatizado, lesão de plexo, pouquíssimo sangue, várias escoriações pelo corpo e sinais de vida quase nulos.

“A única Esperança era um Milagre!”

Imediatamente fui levado para a sala de emergência e após a terceira parada cardíaca, drenando meus pulmões, detectam que eles estavam perfurados e me conduzem para o centro cirúrgico.

O elevador do hospital estava quebrado. Até ao centro cirúrgico, no terceiro andar, há seis rampas. E ninguém mediu esforços.

Efetuam a abertura total da barriga para inspecionar os órgãos e começar a sanar os focos de hemorragia.

Logo viram que o baço, juntamente com parte da calda do pâncreas, de forma traumática, havia sido arrancado.

Machuquei o fígado, os rins e vários vasos sanguíneos.

Eu já estava em coma, entubado, sendo poli transfundido e os aparelhos que monitoravam, registravam cada vez menos sinais de vida ou, no mínimo, de muitas sequelas.

Após a quinta parada, inúmeras tentativas de avançoe os aparelhos marcarem sinas quase nulos, a equipe médica opta por encerrar os procedimentos por não haver mais o que ser feito.

“Onde nós cortávamos só saía soro, porém, uma voz falou mais alto!” Disse um dos médicos.

No entanto, embora a equipe já estivesse desacreditada, um deles houve uma voz mais alta em seu coração, acima da medicina, para que antes de dar a cirurgia por encerrada, deixasse cinco compressas alojadas dentro de mim para continuar absorvendo as hemorragias que não puderam ser estancadas. Isso só poderia ficar, no máximo, por vinte e quatro horas, caso contrário, seria totalmente maléfico.

Naquelas horas não havia o que ser feito senão colocarem-me num CTI para manterem-me vivo. Onde também não havia uma vaga.

“Ao passar sua situação para o médico responsável pelo CTI, perguntei-lhe se cria em Deus e disse: Está a cargo dEle!” Disse-me um dos médicos.

Minha passagem pelo CTI foi marcada por muitas intercorrências, altas dozes de remédios como 150 ml/h de noradrenalina, a falência dos rins e o começo da hemodiálise logo no dia seguinte.

Fiquei em coma desde a entrada no hospital. Apenas no quinto dia juntei condições para voltar ao centro cirúrgico à segunda laparatomia abdominal para retirada daquelas compressas e terminar de conter os pontos internos de hemorragia.

“Por várias vezes ele morreu. E ressuscitava de novo!” Disse uma das téc. de enfermagem.

No sexto dia, aproveitam para fazer uma série de exames de RX e tomografias que ainda não puderam ter feito.

Daí os resultados: Eu havia quebrado, não apenas uma ou duas costelas que perfuraram meus pulmões no acidente, mas, o ombro, todas as costelas de três a cinco lugares cada, várias vértebras da coluna entre elas as cinco da lombar e a bacia.

Nas tomografias da cabeça: traumatismo de crânio encefálico de grande proporção, com LAD - micro lesões cerebrais e hemorragia interna na subaracnóidea, que deixava minha cabeça enorme com um coágulo na parte posterior direita.

No sétimo dia, era meu aniversário. Chamam a Carmen para passar minha real situação clínica e informar que iam fazer uma terceira cirurgia: A de pescoço, para colocarem a traqueostomia para a respiração mecânica em virtude do meu estado. Que levaria muito tempo caso continuasse vivo.

“Nós estamos mexendo com um morto. Não sabemos se ele vai acordar um dia, reconhecer alguém, ver, ouvir ou falar!” Disse uma das médicas do CTI.

Aos quinze dias, numa luta travada pelo hospital em favor da minha vida, com uma febre incontrolável, detectaram que eu estava com a SEPSE – Infecção hospitalar generalizada.

A partir da SEPSE, todos aqueles machucados causados pela queda me debatendo com a moto no asfalto e pelos arbustos na ribanceira, começaram inflamar e necrosarem cada dia mais. Uma equipe vinha todos os dias em meu leito para fazer um procedimento dolorido chamado debridamento. Que era a retirada do tecido morto.

“O cheiro das feridas era terrível!”

Com vinte e oito dias, sedado, ainda em coma, acordei inesperadamente interagindo com uma das enfermeiras que cuidavam de mim, às três horas da manhã, ao ouvi-la falar que era seu aniversário naquela data. Dia dezessete de abril.

O coma, ao menos no meu caso, foi uma experiência incrível! Estive preso dentro de mim mesmo. Desligado do mundo, mas, vivendo sonhos que precisaria de muitas páginas para contar!

Na tarde daquele dia, não queria outra coisa a não ser ver a Carmen chegar para me explicar tudo que estava acontecendo. Eu não conseguia me mexer, mas entendia quando os funcionários do CTI tentavam me acalmar dizendo que Carmen vinha todos os dias, duas vezes, para me ver e que não estive só todo aquele tempo.

“Quando ela chegou, foi mais forte que a primeira vez que a vi na vida!” A primeira coisa que me disse é que tudo estava bem, Deus estava conosco, muitas e muitas pessoas estavam orando por mim e dizendo que sairia dali para cumprir o que Deus já tinha reservado para as nossas vidas.

Carmen lia a bíblia e cantava ao meu lado todos os dias enquanto passava hidratante e fazia massagem em meu corpo.

“Carmen é a prova de que é possível ser fiel até a morte, pois o amor é maior que tudo!”

Eu estava tetraplégico, entubado, fazendo hemodiálise, com vários aparelhos ligados a mim e no brilho dos seus olhos, eu me via amado o suficiente para querer sair dali para seus braços e de nossas filhas!

“Já estávamos contando vitória, mas, ainda não era o tempo de Deus!”

A infecção se agravou dentro de mim e precisei fazer uma quarta cirurgia. Uma nova laparatomia, a terceira, para a retirada de uma secreção no meu abdômen.

Uma semana depois, a infecção se agrava no tórax. E passo pela quinta cirurgia. Agora, no tórax, no pulmão esquerdo.

Vários medicamentos iam sendo administrados, deixando-me com um quadro de edema generalizado. Os sistemas cardiovascular, respiratório e renal estavam comprometidos. Pude assistir tudo nesses dias!

De repente, aos trinta e oito dias de internado, quando nada mais havia por ser feito, Deus ressuscitou os meus rins e fui liberto da hemodiálise.

Nessa altura, aqui fora, aquela enorme corrente de oração que se levantava a Deus pela minha vida, não parava de mandarem me dizer que Deus estava contemplando todas as coisas e uma a uma Ele iria restaurar.

Aos cinquenta e nove dias de CTI, ainda com a respiração mecânica - a traqueostomia, sabendo que passaria mais alguns meses no hospital, uma das médicas aproxima-se e me diz: Jonattas, você está ótimo em relação ao estado que você chegou aqui. Vamos lhe dar alta do CTI para o semi-intensivo. Uma ala intermediária.

À tarde, ela retorna dizendo que não havia uma vaga na intermediária, no entanto, conseguiu que eu fosse direto para a enfermaria.

Como nessa altura já estava nutrido o suficiente de palavras de Fé e Esperança de todos, não hesitei em acreditar então que, aquele sim, era o Tempo de Deus na minha vida.

Neste mesmo dia, exatamente dois meses de hospital, mandam chamar a Carmen e à tarde ela estava lá para recolher minhas coisas e fazer a transferência para a enfermaria. Todos os funcionários do CTI estavam emocionados. Tamanha era a alegria pelo êxito de um trabalho intenso, de muito carinho e responsabilidade. A todo tempo parabenizavam a Carmen por sua dedicação e nos desejavam tudo de bom. Não chamaram os maqueiros, pois, todos queriam acompanhar-nos até a enfermaria.

Cheguei à enfermaria, sabendo que levaria muito tempo ainda no hospital, uma vez que havia acabado de sair da hemodiálise, da traqueostomia, mas, estava tomando antibióticos para a SEPSE, estava tetraplégico, fazendo debridamento, acabado de me alimentar por sonda e, com o tórax e a barriga abertos.

Passamos aquela noite orando agradecendo a Deus por tudo até aquele momento e pedindo forças para suportar mais aquela etapa. No entanto, que me trouxesse para casa o mais rápido possível. Eu estava deitado no leito e a Carmen sobre duas cadeiras com mais sete pacientes num quarto para quatro.

No dia seguinte, numa quinta-feira pela manhã, o médico responsável se apresenta e nos diz que eu precisava suportar bem aqueles primeiros três dias na enfermaria para poder concluir os antibióticos.

No domingo, ao terminar o culto da noite em minha igreja, mais uma vez, todos se dirigem para porta do hospital, agora para uma adoração e oração de Graças a Deus por tudo que Ele estava fazendo em minha vida e por todo o hospital.

“Era como se estivesse dentro da igreja ao ouvir todos cantando lá em baixo, do lado de fora, na rua do hospital.”

Na terça-feira pela manhã o médico chega à enfermaria, fica parado na porta durante alguns instantes olhando para mim e a Carmen que estava vinte e quatro horas comigo nesses dias, aproxima-se de meu leito e diz: Jonattas, campeão! Eu vou te dar alta do hospital. Arruma as tuas coisas. O hospital já não é o melhor lugar pra você. Dado a experiência que você e sua esposa adquiriram aqui, você ficará melhor em casa. Ela cuidará de você.

No sexto dia de enfermaria, com sessenta e seis dias de hospital, pela Graça e a Misericórdia de Deus, sobrevivi a tudo isso e voltei para casa.

Sou prova que Deus existe! Ele ouviu todas as orações feitas em meu favor!

Sou prova do Amor de Deus! Sou prova do poder de Deus!

Mesmo sem eu merecer, Deus teve misericórdia de mim e de minha família ao poupar minha vida e me ajudar a reconstruí-la. Deus não me julgou como eu merecia, mas, me deu uma nova vida para buscar ser um cristão, um marido, um pai, um filho, um amigo e um pastor melhor.

Com o Amor de Deus primeiramente, o de minha incansável esposa Carmen, minha família e todos que intercederam por mim, encontrei forças para superar a tudo isso e recomeçar.

“Nosso sonho de ter um terceiro bebê foi interrompido por este acidente. Mas não impedido!”Embora, logo após recuperar-me do acidente, ainda fosse difícil, Deus nos abençoou curando-me de traumas que me impossibilitavam. Mas, Carmen engravidou e o Senhor nos deu a Rafaela. Seu nome significa “Deus cura”, em hebraico. Pusemos este nome porque Deus me curou. Para que todas as vezes que for chamado o nome dela, estejamos lembrando que: “Deus cura”!

O Deus de hoje é exatamente o mesmo Deus de sempre. Que fez por mim e pode fazer com qualquer um, ainda que tudo pareça impossível.

Hoje vivo porque Deus me deu mais uma chance e pode dar a você também!

Deus te Abençoe, sempre!!!

Pr Jonattas

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Veja mais em Biografia para conhecer um pouco mais da vida e família do pastor Jonattas Molina.
Livro e DVD: Sem Perder a Esperança

Sinopse: Em seu livro o pastor Jonattas conta a história de sua vida onde, no auge de sua realização pessoal e profissional sofre um grave acidente e vive a maior de todas as suas experiências no limite entre a vida e a morte e diversas circunstâncias que desabonavam sua saúde...

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